Por Stephanie D’Ornelas

O pior vírus é aquele que infecta o nosso próprio computador, né? Infelizmente, milhões de nós já passaram por essa infelicidade, que resulta em horas – e às vezes dias – de limpeza, restauração e recuperação da tecnologia.

Hoje, há diversas opções de antivírus que são projetadas para atacar alvos específicos, como os vírus desenvolvidos para roubar contas bancárias.

Antes de 2005, todos os vírus tinham o mesmo objetivo: danos sobre os discos rígidos, corrompendo arquivos, acabando com empresas e trazendo muita dor de cabeça as vítimas. Nessa época, a segurança de computadores se transformou em um grande negócio, e também foram criados alguns dos vírus mais famosos de todos os tempos. Confira os 10 piores:

1 – Stoned

Eis o início do problema: antes mesmo da era do www, os primeiros vírus de computador se espalhavam através de disquetes. Um dos primeiros surgiu em 1987 e era conhecido como Stoned. Os usuários infectados recebiam a seguinte mensagem na tela: “Seu computador está agora apedrejado”.

Diversos variantes do vírus foram criados, dando início à prática dos hackers de atualizarem o código de um vírus existente para criar mais infecções.

2 – Jerusalém

No final de 1987, o vírus Jerusalém começou a se espalhar. Esse vírus foi muito mais destrutivo do que o Stoned, pois infectava arquivos dos tipos .exe e .com.

Como o vírus era lançado sempre nas sextas-feira 13, a propagação era lenta comparada ao Stoned. Mesmo assim, o Jerusalém teria destruído dezenas de milhares de programas dos usuários infectados.

3 – Morris Worm

Em novembro de 1988 surgiu o primeiro “worm”, um programa que se espalha independentemente, sem a intervenção humana, infectando redes públicas. Na época, estima-se que o vírus infectou cerca de 10% dos computadores conectados à internet, que estava ainda em seus primórdios.

O criador, Robert Tappan Morris, filho de um famoso cientista da computação, tornou-se a primeira pessoa condenada sob Fraude Informática e Lei de Abuso.

4 – Concept

Os anos 90 viram o desenvolvimento de uma série de novos “bugs” (que causam erros e defeitos), incluindo os chamados vírus polimórficos, que poderiam mudar de forma a cada nova infecção, tornando difícil para o antivírus detectar a presença da ameaça.

Em 1995, o vírus Concept inovou ao ser o primeiro a infectar documentos do Microsoft Word. Usuários que compartilhavam documentos infectados via email ajudaram a tornar o vírus um dos mais rápidos a se disseminarem na época.

5 – Melissa

Melissa apareceu em meados de 1999 e foi o primeiro vírus projetado para se espalhar de computador para computador, sem depender da ação dos usuários. Para cada PC infectado por email, o vírus identificava outros 50 usuários da lista de contatos da vítima.

O aumento do tráfego de email forçou empresas como a Intel e a Microsoft a desligarem temporariamente seus servidores de email até que o vírus fosse eliminado.

6 – Love Bug

O Love Bug é considerado um dos vírus mais destrutivos que já existiram: ele infectou mais de 50 milhões de computadores em apenas nove dias. Ele funcionava como o Melissa, usando o email para agir e se espalhar para contatos do destinatário.

Uma suposta carta de amor de um admirador secreto era enviada por email. Quando a vítima abria, o script anexado excluía arquivos pessoais e mudava a página inicial do Internet Explorer, desencadeando uma montanha de lixo eletrônico. Várias instalações militares desligaram suas redes até que o vírus fosse eliminado.

7 – Anna Kournikova

Não era preciso ser fã de tênis para se tornar uma vítima desse vírus, que circulou na internet em 2001. Ele inaugurou o que se tornou uma tática comum: o vírus Kournikova atraia os destinatários prometendo uma imagem anexada da tenista escultural. Não havia nenhuma imagem por trás da mensagem – apenas um obcecado jovem programador da Holanda, que rapidamente se entregou às autoridades.

8 – Code Red

Em 2001, os pesquisadores de antivírus se frustraram com um novo worm, chamado de Code Red. O vírus atacou servidores da Microsoft e infectou mais de 350 mil computadores. Foi difícil eliminar o Code Red, que era capaz de infectar sistemas que tinham acabado de ser limpos.

9 – Nimda

Nimda não foi somente um vírus (uma alteração em programas ou arquivos), mas também um worm e um cavalo de Tróia (programa que finge ser benigno). Ele apareceu em 18 de setembro de 2001, levando a imprensa a ligar o vírus com o grupo Al Qaeda. Embora as estimativas variem, é relatado que o Nimda tenha causado prejuízos de milhares de milhões de dólares.

10 – Netsky e Sasser

Com tantos vírus interferindo um no outro na época, os worms Netsky e Sasser se destacaram ao tentar limpar outros worms no PC da vítima, antes de instalarem-se. O Sasser chamou a atenção por ter entrado no sistema de comunicação por satélite da agência de notícias francesa France-Presse, e pelos problemas causados à companhia Delta Air Lines, fazendo com que alguns voos fossem cancelados. Os dois vírus foram rastreados. O criador foi um estudante de ciência da computação alemão.[LiveScience]

Por Redação Macworld Brasil

 

Cerca de mil agentes de 40 unidades da Polícia dos Estados Unidos começarão até setembro a utilizar o iPhone para reconhecer criminosos, segundo informação divulgada pelo Wall Street Journal. O smartphone da Apple será utilizado em conjunto com um acessório da empresa BI2 Technologies que permite fazer o reconhecimento facial de suspeitos.

Com o uso do equipamento, é possível fotografar uma pessoa a uma distância de até 1,5 metro e realizar uma checagem imediata no banco de dados da polícia. O sistema também permite utilizar a íris do suspeito como fator de identificação, além poder ser utilizado para checagem de impressão digital.

Segundo o WSJ, apesar dos benefícios que a tecnologia pode gerar, o novo recurso já desperta questões relacionadas à violação da privacidade, pois os policiais devem ter indícios consistentes para obrigar alguém a ser fotografado ou ter suas impressões coletadas. Caso contrário, esse processo pode ser considerada ilegal e os agentes podem ser punidos. O sistema já estava sendo testado desde o ano passado em Brockton, Massachusetts.

Saiba mais sobre o sistema no vídeo divulgado pela BI2 Technologies:

http://www.youtube.com/watch?v=jk-NL71IwjY&feature=player_embedded

Por Macworld / Reino Unido

Usuários de MacBooks estão sendo avisados que as baterias de seus notebooks da Apple estão vulneráveis a hacks. Após estudar as baterias de diversos MacBooks, MacBook Pros e MacBook Air, o pesquisador de segurança Charlie Miller descobriu que os chips microcontroladores do notebook da “maçã” usam senhas padrão e que, uma vez que elas sejam descobertas, podem ser usados como um esconderijo para malware, bem como um canal para desabilitar a bateria e até mesmo explodi-la.

“Essas baterias simplesmente não foram desenvolvidas pensando na possibilidade de que alguém irá modificá-las”, disse Miller, em entrevista à Forbes. “O que estou mostrando é que é possível usá-las para fazer algo realmente ruim.”

Usando senhas associadas com uma atualização de 2009 da Apple, Miller conseguiu desabilitar permanentemente várias baterias, manipular informações enviadas para o sistema operacional e carregador, e reescrever completamente o firmware do chip. Ele disse que uma pessoa mal-intencionada poderia instalar malware no chip para infectar o restante do computador e roubar dados, controlar suas funções, ou causar crash. E mesmo com as baterias que estudou possuindo proteções contra explosões, o pesquisar pensa que seria possível explodi-las remotamente.

O que complica a situação é que as baterias dos notebooks da Apple são embutidas em vez de removíveis.

“Essa mudança começou em 2009 com o MacBook Pro de 17 polegadas, e continou depois para os outros modelos, resultados em ganhos consideráveis de duração de bateria ao custo da fácil reposição. Isso significa que se uma bateria for danificada de algum modo, é um conserto mais complicado. Ao mesmo, isso significa que os invasores precisam ter controle do sistema antes que possam fazer qualquer coisa”, escreveu Josh Lowensohn na CNET.

Confira algumas dicas para evitar problemas.

- Apenas aceite instalações ou atualizações de fontes confiáveis, e depois de verificá-las com softwares de segurança
- Nunca confie em spams
- Tome muito cuidado com janelas pop-up que sugiram uma atualização
- Fique longe de serviços ilegais de compartilhamento de arquivos

De acordo com o Huffington Post, Miller disse que a maioria dos usuários não deve ficar muito preocupado com um hacker tomando controle da bateria de seus notebooks. E o Apple Insider informa que Miller acreditar que a segurança do Mac OS X é melhor do que nunca apesar de suas descobertas.

Miller, que trabalha para a empresa de segurança Accuvant, planeja discutir suas descobertas na conferência de segurança Black Hat, que acontece no mês que vem em Las Vegas, EUA.



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Para uma tecnologia de sucesso, a realidade deve ter prioridade sobre as relações públicas, pois a Natureza não pode ser enganada. (Richard Feynman)